Ficha técnica do case
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Cliente | Sollar Sul — maior empresa de energia solar do Rio Grande do Sul |
| Região atendida | Rio Grande do Sul |
| Situação na chegada | Operação de tráfego já existente, com volume de leads e problema de qualidade |
| Canais | Meta Ads e Google Ads |
| Método aplicado | TIER — triagem por consumo, perfil, prazo e capacidade de pagamento antes do comercial |
| Contratos fechados em 2026 | Mais de 300 contratos de varejo originados pelo tráfego pago |
| Não contabilizado | Vendas B2B originadas pelos mesmos canais — não mapeadas hoje |
| Dados não divulgados | Faturamento e custo por lead, a pedido do cliente |
O desafio: mais volume não resolve
Quando chegamos à Sollar Sul, a operação de tráfego já existia. Campanhas rodando, leads chegando. O problema não estava na geração de demanda — estava na qualidade do que chegava para o comercial.
Leads com perfil errado, sem capacidade de compra, fora da região de atendimento, ou simplesmente curiosos que nunca iam fechar. O comercial passava horas filtrando, qualificando e descartando. Muito esforço, pouco resultado.
A margem em jogo
Uma empresa estruturada como a Sollar Sul não pode depender de disputar cada projeto pelo menor preço. Com time, estrutura e compromissos fixos, a operação exige previsibilidade — não apenas quantidade.
Lead errado pressiona a margem de três formas simultâneas: ocupa tempo do comercial, dilui o custo de aquisição e distorce os algoritmos das plataformas, que passam a buscar mais do mesmo perfil desqualificado.
O que não funcionou: campanhas de lead no WhatsApp
Vale registrar o que deu errado, porque é o erro mais comum do setor e quase nenhum case admite. As campanhas com objetivo de conversa no WhatsApp geravam volume alto e barato — e volume de curioso. A conversa começa fácil justamente porque não exige compromisso nenhum: a pessoa toca no botão, manda "quanto custa?" e some.
O efeito é duplo e os dois lados são ruins. O comercial afoga em conversa que não vira orçamento, e o algoritmo do Meta aprende que o "cliente ideal" é quem abre chat — não quem compra. Em poucas semanas a campanha inteira passa a perseguir esse perfil.
A correção não foi desligar o Meta. Foi parar de usar o WhatsApp como porta de entrada de lead frio e mover a captação para um fluxo com filtro antes do contato humano.
A estratégia: qualificar antes de enviar
A decisão que mudou o jogo foi parar de pensar em "mais leads" e começar a pensar em "leads certos". Implementamos uma triagem por TIER antes de qualquer contato com o comercial.
- Modelo anterior: tráfego → leads entram (curiosos e desqualificados junto) → comercial sobrecarregado → muito esforço, pouco resultado.
- Modelo Sollar Sul: triagem por TIER → apenas leads qualificados avançam → comercial foca e converte.
O papel de cada canal
A virada não veio de um canal só, e sim da divisão de função entre eles. Cada plataforma passou a fazer o que faz melhor:
| Canal | Função na operação | Perfil que entrega |
|---|---|---|
| Google Ads | Capturar quem já está procurando solução — busca ativa por instalação, orçamento e empresa na região | Intenção declarada, ciclo mais curto |
| Meta Ads | Gerar demanda e alimentar o topo com público qualificado pelo TIER, sem conversa no WhatsApp como entrada | Descoberta, mas filtrada antes do comercial |
O Google Ads passou a ser o canal de demanda compradora, e é onde a intenção de compra é mais alta — quem digita "orçamento energia solar" já decidiu que quer. O Meta voltou a ser o que deveria: construção de demanda, com o TIER como porteiro.
O comercial que recebe lead pronto
Com a triagem operando, mudou o que chega na mesa do vendedor. Em vez de uma lista para filtrar, uma fila para atender. O tempo de comercial deixou de ser consumido por descarte e passou a ser investido em negociação.
A inteligência que se acumula
Cada lead classificado alimenta o modelo. O sistema aprende quais perfis fecham, em quais regiões, com qual faixa de consumo — e essa informação volta para a campanha como sinal de otimização. É o oposto do ciclo anterior, em que o algoritmo aprendia com quem abria conversa e nunca comprava.
Os resultados
No acumulado de 2026, os canais gerenciados pela Midas originaram mais de 300 contratos de varejo fechados.
Duas ressalvas importam para ler esse número com honestidade. Primeira: o total de contratos é maior que 300, porque as vendas B2B originadas pelos mesmos canais não estão mapeadas na atribuição atual — projetos comerciais e industriais que nasceram do tráfego entram no CRM por outro caminho e não são contados aqui. Segunda: parte dos leads captados no fim do período ainda está em negociação, já que o ciclo de venda solar raramente fecha no mesmo mês da captação.
O que o número mostra não é volume, é encaixe. Uma operação que recebe lead sem filtro pode captar milhares e fechar pouco, porque o comercial se dispersa. Aqui a fila chega classificada — e o vendedor gasta o tempo negociando, não garimpando.
A pedido da Sollar Sul, faturamento e custo por lead não são divulgados. Volume, contratos e o desenho da operação foram autorizados.
Perguntas frequentes
Quantos contratos o tráfego pago pode gerar para uma integradora solar?
Na Sollar Sul, maior empresa solar do Rio Grande do Sul, foram mais de 300 contratos de varejo fechados em 2026 originados pelos canais gerenciados. O número exclui as vendas B2B originadas pelos mesmos canais, que ainda não são mapeadas na atribuição — ou seja, o total real é maior.
Campanha de lead no WhatsApp funciona para energia solar?
Como porta de entrada de público frio, costuma gerar volume alto de curiosos. A barreira de entrada é baixa demais: a pessoa inicia a conversa sem compromisso e some. Além de sobrecarregar o comercial, o algoritmo aprende que o cliente ideal é quem abre chat, não quem compra. Funciona melhor em remarketing, para quem já conhece a empresa.
Google Ads ou Meta Ads para vender energia solar?
Os dois, com funções distintas. O Google Ads captura intenção declarada — quem busca orçamento ou instalação na região já decidiu comprar. O Meta Ads constrói demanda e alcança quem ainda não procurou, mas exige filtro de qualificação antes do comercial para não afogar o time em curioso.
O que muda quando se qualifica o lead antes do comercial?
Muda quem o algoritmo persegue. Ao enviar como conversão apenas o lead com consumo, perfil, prazo e capacidade de pagamento compatíveis, a plataforma passa a otimizar para comprador. O comercial recebe fila em vez de lista, e o custo por venda cai mesmo quando o custo por lead sobe.
